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A região da Zona da Mata, onde se localiza o município, foi habitada, primitivamente, por indígenas purus.  Com aparecimento do branco, particularmente, Antônio Rodrigues dos Santos e seus comandados, que se dispunham à conquista da região, travou-se luta com os purus que foram vencidos, iniciando-se uma povoação composta de índios domesticados e colonizadores brancos, primeiros moradores do povoado.

Desenvolveu-se o núcleo nas mesmas características do Município de Eugenópolis do qual foi emancipado, tendo a figura de Antônio Rodrigues dos Santos como desbravador e conquistador da região.  Abastado fazendeiro instalou uma fazenda a que denominou pelo nome de São Manoel. Com a devastação das matas, abertura de picadas e plantio das lavouras, a propriedade cresceu atraindo inúmeros colonos e lavradores vindo de localidades vizinhas, formando rapidamente um núcleo populacional.

A Estrada de Ferro Leopoldina foi implantada no ano de 1886, a qual construiu uma estação onde já havia uma parada de trens, em uma fazenda de propriedade de dona CARLOTA ELISA FERREIRA. Em torno da estrada de ferro foi-se formando o povoado, surgindo o Patrimônio de Nossa Senhora Aparecida. A proprietária da fazenda resolveu doar uma área de terras para o patrimônio, a fim de desenvolver o povoado, assim fazendo.

A estação férrea teve o nome de Antônio Prado em homenagem ao Dr. Antônio da Silva Prado, Conselheiro do Império, que teve participação ativa nesse acontecimento – a instalação da via férrea e da estação. Esse eminente personagem nasceu em São Paulo no dia 25 de novembro de 1840, e faleceu no Rio de Janeiro no dia 23 de abril de 1929.

No início da década de 1920, o povo de Antônio Prado resolveu construir uma capela, votiva a Nossa Senhora Aparecida, visto que o povoado era muito distante de São Manuel, sede da paróquia, onde se achava a Igreja de São Sebastião. Assim, o Padre José Ermelindo de Souza advogou a pretensão dos habitantes junto ao Sr. Arcebispo de Mariana, que concedeu a bênção da capela.

Logo após a redemocratização do país, em seguimento à ditadura Vargas, houve um surto de renovação administrativa nos municípios brasileiros, incluindo-se nele a criação de novos distritos judiciários, com a instalação de Cartórios do Registro Civil. 

Em 1948, sendo prefeito de Eugenópolis o Sr. Gregório Rodrigues Caldas, tratou-se da criação do distrito de Antônio Prado, o que foi feito pela Lei Estadual nº 336, de 27-12-1948, apoiada por unanimidade da Câmara Municipal. Instalado o distrito, criou-se o Cartório de Paz, sendo nomeado para Escrivão o Sr. Abelardo de Oliveira. Em divisão territorial datada de I-VII-1955, o distrito de Antônio Prado, figurava no município de Eugenópolis, assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Antônio Prado de Minas, pela lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembrando de Eugenópolis.

Com sede no antigo distrito de Antônio Prado, foi instalado em 01-03-1963 o município de Antônio Prado de Minas. Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.


 

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Antônio Prado de Minas

 
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